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Estratégia

Como escolher um gestor de tráfego: cinco perguntas antes de contratar

Cinco perguntas que separam quem trabalha com método de quem trabalha com promessa. Eu respondo cada uma delas aqui, como faria numa reunião.

Escrever isso é estranho, porque eu sou gestora de tráfego e você pode estar pensando em me contratar. Então vou fazer o seguinte: te dou as perguntas e respondo cada uma como eu respondo, para você ter um parâmetro de comparação — inclusive comigo.

1. As contas ficam no meu nome?

Esta é a primeira porque é a que mais gera prejuízo quando a resposta é não.

Conta de anúncio, pixel, perfil do Google e domínio precisam estar no nome da sua empresa. O gestor entra com acesso de gestor. Parece detalhe burocrático até o dia em que a parceria termina e você descobre que o histórico de aprendizado das campanhas, os públicos construídos e os dados de conversão ficaram com outra pessoa.

Você não perde só o acesso: perde anos de dados que faziam suas campanhas ficarem mais baratas. Recomeçar do zero custa caro.

Como eu respondo: as contas ficam sempre no seu nome e eu entro como gestora. Se a gente encerrar, tudo continua com você — inclusive o que foi construído no período.

Se a resposta que você ouvir for "eu uso a minha conta, é mais prático", considere isso um sinal.

2. Como você cobra — e o que acontece se eu aumentar a verba?

Existem dois modelos, e eles criam incentivos opostos.

Taxa fixa: você paga pela gestão, independente de quanto investe em anúncio.

Porcentagem sobre a verba: quanto mais você gasta, mais o gestor ganha.

O segundo modelo não é desonesto por si só, mas cria um conflito: quem ganha porcentagem tem interesse em você gastar mais, mesmo quando gastar mais não é a melhor decisão. E existem momentos em que a decisão certa é reduzir verba, não aumentar.

Como eu respondo: taxa fixa, a partir de R$ 1.000 por mês, com a verba de anúncio à parte, indo direto para o Google e para a Meta no cartão da sua empresa. Meu ganho não aumenta quando o seu investimento aumenta.

3. Quem vai mexer na minha conta?

Pergunta simples, resposta reveladora.

Em estrutura de agência, é comum quem vende não ser quem executa, e quem executa ser um profissional júnior com dez ou quinze contas. Não é necessariamente ruim — mas você precisa saber, porque muda o que esperar em tempo de resposta e em profundidade de análise.

O sinal de alerta não é o tamanho da equipe: é a resposta vaga. "Nossa equipe cuida" não responde nada.

Como eu respondo: sou eu. Da estruturação ao ajuste de lance, da leitura dos números à resposta no WhatsApp, é sempre a mesma pessoa. Por isso atendo poucos clientes por vez — é limitação assumida, não escala disfarçada.

4. O que você me manda no fim do mês, e com que frequência olha a conta?

Peça para ver um relatório real de outro cliente, com os dados sensíveis borrados. É o teste mais rápido que existe.

Se o relatório for uma sequência de gráficos de alcance, impressão e engajamento, você vai receber métrica de vaidade. Se ele responder "quantas pessoas chamaram, quanto custou cada conversa, o que vai mudar no mês seguinte", você vai receber informação.

A frequência importa tanto quanto o conteúdo. Conta olhada só no fim do mês é conta abandonada — quando o problema aparece no relatório, você já queimou trinta dias de verba.

Como eu respondo: relatório mensal em português, com quantas pessoas chamaram, quanto custou cada conversa e o que eu vou mudar. E revisão semanal de palavra-chave, público e criativo — não uma vez por mês.

5. O que você faria antes de subir a primeira campanha?

Esta é a pergunta que mais separa os profissionais, e a que quase ninguém faz.

Se a resposta for "já subo na mesma semana", desconfie. Anúncio bom em base ruim só acelera o prejuízo. Antes de investir, alguém precisa olhar a oferta, a página de destino, o perfil no Google e o tempo de resposta no WhatsApp.

Um gestor que vende urgência está vendendo o que você quer ouvir. Um gestor que te diz "antes disso, arrume aquilo" está protegendo o seu dinheiro — mesmo que atrase o início e o próprio faturamento dele.

Como eu respondo: faço um diagnóstico antes de qualquer contrato. Já aconteceu de eu recomendar arrumar o perfil do Google antes de anunciar, e o cliente resolver o mês só com isso. Se eu achar que ainda não é hora de você investir em anúncio, eu falo.

Duas coisas que não deveriam pesar na sua decisão

Promessa de resultado com número. Ninguém pode garantir "20 clientes por mês" sem conhecer o seu ticket, sua concorrência e sua capacidade de atendimento. Quem garante está vendendo, não planejando.

Print de conversa elogiosa. É a prova mais fácil de fabricar que existe. Prova que vale é case com número, período e origem verificável — como este, onde o print é do gerenciador de anúncios, com o valor investido e o período exatos.

E sobre certificação

Certificação diz que a pessoa estudou e foi avaliada. Não diz que ela sabe aplicar no seu negócio. É um filtro, não uma garantia.

Como eu respondo: faço parte do Subido PRO, a mentoria de tráfego pago do Pedro Sobral, e sou certificada por ele em Google Ads e Meta Ads. Os certificados são emitidos pela Sobral Ensino, dentro do Subido PRO — não pelo Google nem pela Meta diretamente. Faço questão de escrever isso com precisão, porque tem quem atribua a certificação diretamente às plataformas, o que no meu caso não seria verdade.

Use isso comigo também

Se a gente conversar, faça essas cinco perguntas. Se alguma resposta minha não te convencer, é informação útil para você.

O diagnóstico é gratuito e não tem compromisso. E se eu achar que não sou a pessoa certa para o seu caso, eu falo — e indico alguém.

Quer isso aplicado no seu negócio?

Eu analiso o que já está rodando e te digo o que faria no seu lugar — sem proposta genérica e sem compromisso.

Simone Oliveira

Simone Oliveira

Gestora de tráfego pago, integrante do Subido PRO, a mentoria do Pedro Sobral, e certificada por ele em Google Ads e Meta Ads. Sede em Juiz de Fora, atendimento em todo o Brasil. Escrevo aqui sobre o que aplico nas contas dos meus clientes — sem teoria que não sobrevive à prática.

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