Essa é a primeira pergunta que me fazem, e a resposta honesta incomoda: não existe um preço de tabela. O que existe é uma conta que você mesmo consegue fazer, e é ela que eu vou te mostrar aqui.
Por que ninguém consegue te dar um número pronto
Quem te responde "custa X reais" sem perguntar nada sobre o seu negócio está chutando.
No Google Ads você não compra espaço, você entra num leilão. Cada vez que alguém pesquisa, o Google decide em milissegundos quais anúncios aparecem e quanto cada clique vai custar. Quem disputa aquela palavra naquele momento define o preço — e isso muda por profissão, por bairro, por hora do dia e até por época do ano.
Um advogado e uma pizzaria em Juiz de Fora disputam mercados completamente diferentes. Quem vende serviço de ticket alto aguenta pagar mais caro pelo clique, porque um cliente fechado compensa. Quem vende pizza não aguenta — e nem precisa, porque a disputa ali é menor.
Então quando alguém te pergunta "quanto custa o clique", a resposta útil é: depende de quanto vale um cliente para você.
O que realmente define o seu custo
Quatro coisas, em ordem de peso:
A concorrência do seu segmento. Quanto mais gente disputando a mesma palavra, mais caro. Em Juiz de Fora, os segmentos mais disputados costumam ser os de saúde, odontologia, advocacia e estética — justamente onde o ticket é alto o suficiente para todo mundo aguentar pagar.
A qualidade do seu anúncio e da sua página. Isso o Google mede, e cobra menos de quem entrega melhor. Se o anúncio responde exatamente o que a pessoa procurou, e a página cumpre o que o anúncio prometeu, você paga menos que um concorrente pela mesma posição. É por isso que eu não subo campanha em cima de página ruim: sai mais caro, literalmente.
A região que você escolhe. Anunciar para Juiz de Fora inteira custa diferente de anunciar para um raio de três quilômetros. Quanto mais estreito, menos disputa — e menos desperdício com gente que nunca iria até você.
O que você considera resultado. Clique não é venda. O número que importa não é o custo por clique, é o custo por conversa, por orçamento pedido, por consulta marcada. Dois negócios podem pagar o mesmo por clique e ter custos por cliente completamente diferentes.
Então quanto eu separo por mês?
Para negócio local, eu costumo começar entre R$ 600 e R$ 1.500 por mês de verba de anúncio. Esse é o intervalo em que dá para gerar volume suficiente de dados para aprender alguma coisa em 30 dias.
Abaixo de R$ 600, o problema não é o resultado ser pequeno — é não haver dado suficiente para saber o que funciona. Você gasta e não aprende, o que é o pior dos dois mundos.
Onde você cai dentro desse intervalo depende do seu ticket e da sua concorrência. É exatamente isso que eu calculo no diagnóstico, antes de qualquer contrato: olho o que você vende, por quanto, para quem, e em que praça.
Importante separar duas coisas que muita gente mistura: a verba do anúncio vai direto para o Google, no cartão da sua empresa. A gestão é um valor à parte, do meu trabalho. Você acompanha o gasto a qualquer momento, e nunca fica dependendo de mim para saber quanto foi gasto.
Dá para saber o custo antes de começar?
Dá para estimar, e vale fazer essa conta antes de assinar qualquer coisa.
Pegue o seu ticket médio — quanto entra, em média, quando um cliente fecha. Pense em quantos orçamentos você precisa dar para fechar um. Se você fecha um a cada cinco conversas, e cada cliente deixa R$ 800, então cada conversa vale R$ 160 para você.
Agora a pergunta fica concreta: se eu conseguir conversas por menos de R$ 160, o anúncio se paga. E aí você já tem um teto, que é o que faltava.
No case do Canil Bluemoon, que é o número que eu tenho documentado, cada conversa no WhatsApp saiu por R$ 0,34 — R$ 419,59 investidos viraram 1.231 conversas em 45 dias. Não prometo isso para ninguém: aquele é um mercado de produto visual, com criativo forte e baixa concorrência no anúncio. Mas serve para mostrar a ordem de grandeza da conta que interessa, que é o custo por conversa, não o custo por clique.
Onde as pessoas perdem dinheiro sem perceber
Três desperdícios que eu encontro em quase toda conta que audito, e que não aparecem no relatório se ninguém procurar:
Palavras que ninguém pensou em bloquear. Sem uma lista de termos negativos, a campanha compra busca de emprego, de curso e de trabalho escolar. Você paga por gente que nunca ia comprar nada.
Anúncio entregue fora da área de atendimento. Segmentação larga demais entrega para meia Minas Gerais. Em negócio local, isso é prejuízo puro.
Conversão não configurada. Sem medir contato de verdade, o Google otimiza para clique — e clique é justamente o que você não quer comprar. Essa é a falha mais cara e a mais comum.
O que eu faria no seu lugar
Antes de escolher um valor, responda três perguntas:
- Quanto vale um cliente novo para você, em reais?
- De quantas conversas você precisa para fechar um?
- A sua página e o seu WhatsApp estão prontos para receber essa conversa hoje?
Se a terceira resposta for não, o anúncio não é o próximo passo. Arrumar a base primeiro é mais barato do que descobrir o problema queimando verba — e é por isso que o meu diagnóstico começa sempre por ali.
Quer isso aplicado no seu negócio?
Eu analiso o que já está rodando e te digo o que faria no seu lugar — sem proposta genérica e sem compromisso.

Simone Oliveira
Gestora de tráfego pago, integrante do Subido PRO, a mentoria do Pedro Sobral, e certificada por ele em Google Ads e Meta Ads. Sede em Juiz de Fora, atendimento em todo o Brasil. Escrevo aqui sobre o que aplico nas contas dos meus clientes — sem teoria que não sobrevive à prática.
